Os processos de TI raramente cabem num único passo. O diagnóstico leva à execução, a execução leva à validação, e cada etapa só faz sentido depois do resultado da anterior. No GLPI de origem, cada uma dessas tarefas nasce da digitação manual do técnico, o que inviabiliza a padronização assim que o volume cresce. O módulo SubTask Flow encadeia estas etapas: ao concluir uma tarefa, a seguinte é criada automaticamente conforme a solução escolhida.
Porque criar a próxima tarefa à mão não escala
Muitos fluxos de atendimento são previsíveis: analisar, executar, validar, comunicar. O GLPI oferece modelos de tarefa (TaskTemplates) para padronizar o conteúdo de cada passo, mas não sabe que um passo deve gerar o seguinte. O resultado é conhecido: o técnico abre o modelo certo, copia o responsável e o prazo, e cria a tarefa seguinte à mão. Num ambiente com dezenas de técnicos, isto produz três problemas crónicos: etapas esquecidas, dados divergentes entre tickets equivalentes e nenhuma rastreabilidade de "porque é que esta tarefa existe". Quando uma auditoria pergunta se a validação foi feita, a resposta depende da disciplina individual de cada técnico, não de um processo desenhado.
Como o SubTask Flow encadeia tarefas por solução
O módulo cria relações hierárquicas entre TaskTemplates. Um modelo pai aponta para um ou mais modelos filhos, e cada filho pode ser condicionado a uma solução específica. Quando o técnico marca a tarefa pai como "Feito" e escolhe a solução, o módulo executa três passos:
- Identifica os modelos filhos ligados a essa solução;
- Cria as TicketTasks filhas na cronologia do mesmo ticket;
- Copia conteúdo, categoria, tempo estimado e responsável definidos no modelo filho.
A configuração vive no modelo, não no ticket. Ajusta o fluxo uma vez e ele passa a valer para todos os tickets que usam esse modelo, sem tocar em regras de negócio nem em automatizações externas. É a diferença entre documentar um processo e fazer com que o sistema o execute.
Passo a passo da configuração
- Padronize a lista de soluções na configuração do módulo (por exemplo: "hardware", "software", "sem defeito"). Trate-a como um vocabulário fechado, não como texto livre.
- Abra o TaskTemplate pai e ligue os modelos filhos no separador de encadeamento.
- Para cada filho, defina qual solução o dispara.
- Garanta que todo o modelo filho tem grupo ou técnico responsável e tempo estimado preenchidos - é o campo que mais custa depois.
- Teste num ticket de homologação antes de disponibilizar em produção: conclua a tarefa pai, escolha cada solução possível e confirme que o filho certo nasce com os dados corretos.
Proteção contra ciclos
Encadeamento sem travão torna-se uma armadilha. Um modelo A que gera B, que gera C, que volta a A, criaria tarefas indefinidamente e bloquearia a cronologia do ticket. Antes de aceitar uma nova ligação, o módulo executa uma pesquisa em profundidade (DFS) sobre o grafo de modelos. Se a ligação fechar um ciclo, é rejeitada com uma mensagem explicativa, em vez de deixar o problema rebentar em produção. Vale a mesma disciplina de qualquer automatização: manter as cadeias curtas e legíveis facilita o diagnóstico quando algo foge ao esperado.
Rastreabilidade: o separador de registos
Automatização sem registo é uma caixa negra. O SubTask Flow mantém um histórico de execuções com o modelo pai, o modelo filho gerado, a solução escolhida, o técnico responsável e as marcas temporais. Numa auditoria, isto responde à pergunta mais frequente - "esta subtarefa foi criada por uma pessoa ou pelo fluxo, e a partir de que decisão?" - sem depender da memória de ninguém. É também o primeiro sítio a olhar quando um cliente reporta que "a etapa desapareceu": o registo mostra se o gatilho disparou e com que solução.
Diagnóstico: auditar o fluxo em SQL
Automatização silenciosa exige monitorização ativa. A consulta seguinte lista subtarefas ainda abertas que nasceram sem responsável definido, o sintoma clássico de um modelo filho incompleto. Execute numa réplica de leitura ou numa janela de baixa utilização:
-- Subtarefas abertas (state=1) sem tecnico nem grupo responsavel.
-- Sinaliza um TaskTemplate filho com users_id_tech/groups_id_tech vazio.
SELECT t.id AS ticket,
tt.id AS task_id,
tmpl.name AS modelo,
tt.state,
tt.users_id_tech,
tt.groups_id_tech,
tt.date_creation
FROM glpi_tickettasks tt
JOIN glpi_tickets t ON t.id = tt.tickets_id
LEFT JOIN glpi_tasktemplates tmpl ON tmpl.id = tt.tasktemplates_id
WHERE tt.state = 1
AND tt.users_id_tech = 0
AND tt.groups_id_tech = 0
AND t.is_deleted = 0
ORDER BY tt.date_creation DESC
LIMIT 200;
No GLPI, state = 1 é "Por fazer" e state = 2 é "Feito". Se esta lista cresce a cada semana, o problema não é o módulo: é um modelo filho publicado sem responsável, a gerar tarefas que ninguém vê na fila.
Quando usar (e quando não usar)
| Abordagem | Quando usar | Limite |
|---|---|---|
| Tarefa avulsa (manual) | Processos ad-hoc, baixo volume, sem repetição | Não padroniza nem rastreia |
| Modelo de tarefa nativo | Um passo repetido com conteúdo fixo | Não encadeia o passo seguinte |
| SubTask Flow | Sequência condicional de tarefas dentro do mesmo ticket, disparada pela solução | O âmbito é o ticket; não abre tickets novos |
| Projeto GLPI | Entrega com marcos, múltiplos tickets, Gantt e prazos | Sobrecarga alta para um fluxo curto |
| Regras de negócio | Encaminhamento e atribuição na abertura do ticket | Não gere passos após a abertura |
O erro de campo mais comum
Na sustentação de ambientes com muitos técnicos, o problema que mais aparece não é técnico, é de modelação. Alguém configura o filho para disparar na solução "Hardware", mas a opção que o técnico realmente seleciona no ecrã é "hardware" em minúsculas - ou "HW", num ambiente que herdou o vocabulário de outra ferramenta. O gatilho não corresponde, a subtarefa não nasce, ninguém recebe erro, e o passo de execução desaparece simplesmente do processo sem deixar rasto visível. A correção que padronizámos: tratar as cadeias de solução como vocabulário controlado, todas em minúsculas, documentadas num único mapeamento, e rever os modelos filhos sempre que alguém adiciona uma solução nova. O segundo erro recorrente é o modelo filho sem responsável: a tarefa nasce órfã, perde-se no meio da cronologia e só reaparece quando o SLA já foi ultrapassado. Por isso a consulta SQL acima entra na checklist de sustentação, não numa auditoria pontual.
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Este conteúdo foi produzido com o apoio de inteligência artificial e revisto pela equipa Nextool Solutions.