Quanto Custa o GLPI? Comparativo Open Source vs SaaS

GLPI self-hosted, GLPI Cloud, ServiceNow e Jira Service Management lado a lado: modelo de faturação, custos ocultos, o SQL que conta os seus agentes faturáveis e o veredito de TCO por cenário.

O GLPI open source não tem mensalidade, mas "sem licença" está muito longe de "sem custo". Quem compara apenas o preço de tabela do GLPI self-hosted com o de um ServiceNow erra as contas nas duas direções: subestima o que o self-hosted consome em operação e sobrestima o que o SaaS entrega de origem. Este comparativo coloca lado a lado os quatro modelos que mais implementamos - GLPI self-hosted, GLPI Cloud, ServiceNow e Jira Service Management - no eixo que realmente move o TCO: a unidade de faturação e o trabalho de operação.

Os quatro modelos, numa frase cada

  • GLPI self-hosted (open source): software gratuito, sem limite de utilizadores; paga infraestrutura e mão de obra.
  • GLPI Cloud (Teclib): o mesmo GLPI, alojado e mantido pela Teclib, com subscrição por técnico.
  • ServiceNow: plataforma ITSM enterprise, licença por agente sob cotação, orientada a automação e governação em larga escala.
  • Jira Service Management: o ITSM da Atlassian, subscrição por agente em planos, forte para quem já vive no ecossistema Jira/Confluence.

Os três pagos cobram por agente ou técnico: o custo cresce de forma aproximadamente linear com a dimensão da equipa de atendimento. O self-hosted inverte a lógica - o software é fixo em zero e o custo vem da operação. É essa diferença de natureza, e não o preço de um mês isolado, que decide qual sai mais barato num horizonte de três anos.

Comparativo direto

CritérioGLPI self-hostedGLPI CloudServiceNowJira SM
Modelo de licençaOpen source (grátis)Subscrição por técnicoLicença enterprise, sob cotaçãoSubscrição por agente (planos)
Onde correA sua infraestruturaNuvem da TeclibNuvem do fornecedorNuvem da Atlassian
Quem opera (infra, backup, update)VocêTeclibFornecedorAtlassian
Unidade de faturaçãoNenhuma (só infra + horas)Por técnicoPor agentePor agente
Requerentes (autoatendimento)Ilimitados e grátisIlimitadosConforme contratoConforme plano
Inventário / CMDB nativoSim, forteSimSim, robustoLimitado (add-on)
Personalização / pluginsTotal (código aberto + marketplace)Alta (mesmos plugins, limites de infra)Alta, via plataforma (complexa e cara)Média (apps da Atlassian)
Curva de implementaçãoMédia a altaMédiaAltaMédia
Lock-in de dadosBaixo (a base de dados é sua)MédioAltoAlto
Soberania / on-premisesTotalNuvem geridaNuvem do fornecedorNuvem da Atlassian
Atualização de versãoSua responsabilidadeIncluídaIncluídaIncluída
Escala de custo com a equipaPraticamente planaLinear por técnicoLinear (patamar alto)Linear por agente
Custo relativo (vs self-hosted)BaseAcimaO mais altoIntermédio

Quantos "agentes" paga na realidade

Aqui está a armadilha que só aparece na hora da fatura: nos modelos por agente, quem custa é o utilizador com interface técnica (central), não o requerente que só abre pedidos pelo autoatendimento. Os requerentes costumam ser ilimitados e gratuitos nos três. Ou seja, o número que define a sua fatura não é "quantas pessoas usam o GLPI", mas sim "quantas têm perfil de técnico".

No self-hosted esse número é invisível - ninguém o cobra, por isso as organizações distribuem o perfil central com folga: o coordenador que só quer ver uma dashboard, o gestor que "às vezes precisa de ver a fila", o estagiário que fechou dois pedidos no ano passado. Na migração para qualquer SaaS por agente, cada um deles passa a ser uma linha na fatura. Antes de pedir cotação, execute esta consulta na base de dados do seu GLPI para saber o número real:

-- Quantos "agentes" pagaria num SaaS por agente?
-- Agente faturável = utilizador com perfil de interface central (técnico),
-- não o utilizador de autoatendimento (helpdesk), que costuma ser ilimitado.
SELECT COUNT(DISTINCT pu.users_id) AS agentes_faturaveis
FROM glpi_profiles_users pu
JOIN glpi_profiles p ON p.id = pu.profiles_id
JOIN glpi_users     u ON u.id = pu.users_id
WHERE p.interface = 'central'   -- interface técnica (exclui helpdesk)
  AND u.is_active  = 1
  AND u.is_deleted = 0;

Já vimos esse número vir 40% acima do que o cliente estimava "de cabeça". Antes de comparar preços com o SaaS, faça a limpeza: rebaixe para autoatendimento quem não atende de facto. Isso reduz a fatura futura e, já agora, limpa os relatórios de produtividade dentro do próprio GLPI.

O custo oculto que nunca entra na folha de cálculo

Na sustentação de parques GLPI para clientes, o item que mais dispara o TCO do self-hosted não aparece em tabela nenhuma: é a dívida de atualização. O cliente instala o GLPI, funciona, e ninguém lhe toca durante dois anos. Quando finalmente precisa de uma funcionalidade nova ou de um plugin compatível, descobre que saltar de uma 9.5 para uma 11 não é "clicar em atualizar" - é migrar o esquema, rever os plugins que partiram e testar em pré-produção. O que era manutenção de 2h/mês tornou-se um projeto. O erro comum é orçamentar o self-hosted só pelo VPS e tratar a atualização como um evento raro; ela é recorrente e exige uma janela, um backup testado e um ambiente de testes.

E há o outro custo que ninguém contabiliza: o backup que existe mas nunca foi restaurado. No self-hosted, o DR é inteiramente da sua responsabilidade - e uma cópia que ninguém testou é um backup que não tem. O mínimo viável é uma cópia diária da base de dados e dos ficheiros, com verificação periódica:

# /etc/cron.d/glpi-backup - cópia diária da base de dados + ficheiros do GLPI.
# No self-hosted, backup e DR são 100% seus; uma cópia nunca restaurada não conta.
30 2 * * *  root  mysqldump --single-transaction glpi | gzip > /backup/glpi-$(date +\%F).sql.gz
45 2 * * *  root  tar czf /backup/glpi-files-$(date +\%F).tar.gz /var/www/glpi/files
# Guarde uma cópia FORA do host e teste o restauro pelo menos uma vez por trimestre.

No GLPI Cloud, no ServiceNow e no Jira SM, a atualização, o backup e a disponibilidade entram no preço da subscrição - é exatamente isso que compra ao pagar por agente. A pergunta certa não é "qual é mais barato", mas sim "esse trabalho operacional fica na minha equipa ou subcontratado na mensalidade?".

Veredito por cenário

  • Use GLPI self-hosted quando tem (ou contrata) quem opere Linux, a base de dados e os backups, valoriza a soberania de dados e quer um teto de custo previsível mesmo duplicando a equipa de agentes. É imbatível no custo por agente à medida que a equipa cresce; se for esse o caminho, comece pela instalação via Docker.
  • Use GLPI Cloud quando quer o mesmo GLPI - mesma base, mesmos conceitos, mesmos plugins compatíveis - sem manter infraestrutura, e a equipa de técnicos é pequena o suficiente para a subscrição ainda sair abaixo de um sysadmin dedicado.
  • Use ServiceNow quando a necessidade real é automação e governação enterprise (fluxos complexos, integrações corporativas, conformidade) e há orçamento para o patamar mais alto do mercado. Contratar o ServiceNow só para abrir pedidos é pagar por um avião para atravessar a rua.
  • Use Jira Service Management quando a empresa já corre em Jira/Confluence e quer o ITSM colado a esse ecossistema, aceitando a faturação por agente e os limites de inventário/CMDB face ao GLPI.

Custo e esforço, com intervalos honestos

O eixo da decisão não é a licença - é para onde vai o trabalho de operação. No self-hosted, o desembolso em dinheiro é baixo (um VPS de poucas dezenas a poucas centenas por mês, conforme a escala), mas exige horas técnicas recorrentes: uma implementação bem feita raramente cabe em menos de alguns dias de trabalho, e a sustentação pede uma janela mensal para atualização e verificação de backup. Nos modelos por agente, o desembolso é maior e cresce linearmente com a equipa, mas as horas de operação de infraestrutura tendem para zero. A conta de três anos costuma favorecer o self-hosted quanto maior for a equipa de agentes e quanto mais barata for a hora técnica disponível; favorece o SaaS quando a equipa é reduzida e não há quem opere infraestrutura. Não fixe um número de TCO fechado antes de ter o total de agentes faturáveis e o custo real da sua hora técnica - sem esses dois, qualquer comparativo é um palpite.

Na NexTool implementamos e sustentamos os quatro cenários em clientes - do GLPI self-hosted enxuto ao migrado para Cloud - e a decisão que mais compensa é sempre a mesma: dimensionar o custo pela unidade certa (agentes faturáveis) e pelo trabalho de operação que a sua equipa consegue absorver. Se quiser um TCO honesto para o seu caso, sem palpites de preço de tabela, a nossa consultoria monta esse comparativo com os seus números.


Este conteúdo foi produzido com o auxílio de inteligência artificial e revisto pela equipa Nextool Solutions.

Perguntas Frequentes

A licença é zero e não há limite de utilizadores. O custo do self-hosted vem de três fontes: infraestrutura (servidor ou VPS), horas técnicas de implementação e sustentação, e a dívida de atualização - migrar entre versões maiores (por exemplo, da 9.5 para a 11) é um projeto, não um clique. Some a isto backup e DR, que são inteiramente da sua responsabilidade.

Conte, na base de dados do seu GLPI, os utilizadores com perfil de interface central (técnicos), não os requerentes de autoatendimento, que costumam ser ilimitados. Um SELECT em glpi_profiles_users com JOIN a glpi_profiles filtrando interface = 'central' e utilizadores ativos dá o número real. Costuma vir acima do que a equipa estima de cabeça.

Sim, é o mesmo GLPI - mesma base de código, mesmos conceitos e, em geral, os mesmos plugins compatíveis. A diferença é onde corre e quem o mantém: no Cloud, a Teclib trata do alojamento, dos backups e das atualizações sob subscrição por técnico; no self-hosted, tudo isso é seu.

Quando não há quem opere infraestrutura e a equipa de agentes é pequena. Nesse caso, o custo de um sysadmin (ou de horas técnicas subcontratadas) mais backup e atualização supera a subscrição de poucos técnicos. O self-hosted ganha à medida que a equipa de agentes cresce, porque o software continua a custar zero enquanto o SaaS cresce linearmente por agente.

Em regra, não. Os modelos por agente cobram por quem atende (interface técnica); quem só abre e acompanha pedidos pelo autoatendimento costuma ser ilimitado e gratuito. Por isso o número que define a fatura é quantos técnicos tem, não quantas pessoas usam o sistema - vale a pena rever quem realmente precisa de perfil de técnico antes de pedir cotação.

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